Orientação Vocacional

BENEFÍCIOS DA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL

  • Apontar fantasias sobre os cursos e profissões.
  • Identificar ilusões profissionais.
  • Descobrir os motivadores inconscientes.
  • Conscientizar sobre as pressões de pais, amigos, familiares e sociedade.
  • Conscientiza sobre a pressão que as escolas fazem nas “feiras de profissões”, onde o marketing ilude o estudante a escolher a profissão dos “sonhos”.
  • Conhecer a realidade profissional e o mercado de trabalho.
  • Identificar capacidades ou vocações.
  • Planejar o futuro profissional.
  • Evitar a evasão escolar: os universitários trancam matrículas ou mudam 
  • de curso.
  • Evitar descontentamento profissional pela escolha errada de curso.

 

IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

Os jovens são forçados a escolher muito cedo o que farão para o resto de suas vidas. A decisão ocorre em uma idade de inseguranças, na qual poucos possuem maturidade emocional. A maioria dos jovens nem se descobriu direito, por isso é importante buscar orientação.

Os jovens ficam bastante ansiosos e preocupados na hora de escolher a profissão. Durante o ensino médio e com a aproximação do vestibular, essa tensão tende a se agravar e muitos jovens precisam de um suporte psicológico para poder passar por esse momento com menos angústia.

O estudante precisa reconhecer as distorções de valores que ele tende a construir. Por ex.: ele pode gostar de matemática, mas isto não significa que será um bom engenheiro.

Precisa também conhecer a realidade. Veja o caso de um estudante: ele foi fazer biologia porque achava lindo defender os animais. Depois desistiu do curso porque descobriu sobre a realidade do curso que tinha na grade de disciplinas matemática, física e química, matérias que ele não gostava, além do salário limitado que o mercado oferecia para os biólogos.

Feiras de profissões de universidades iludem o estudante com cursos “maravilhosos que dão prestígio e dinheiro”. O aluno vai conhecer mais tarde sobre a realidade do mercado e as habilidades que ele não tem para ser um bom profissional ou características de personalidade que não lhe são favoráveis àquela profissão.

Pais e professores podem iludir o jovem que está iniciando. Ex.: um professor engenheiro químico que não foi bem sucedido como engenheiro em um indústria, pode projetar sua necessidade de realização profissional frustrada, incentivando o jovem a fazer o curso de engenharia química. Um pai que desejava ser médico pode influenciar o filho a fazer medicina, embora o estudante esteja indefinido na escolha vocacional.

Universitários iludidos com o curso (vão desistir depois), também podem iludir o estudante que pretende fazer o vestibular.

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS TESTES VOCACIONAIS?

Você não é obrigado a definir uma profissão só porque algum teste indicou. Nem tampouco arriscar uma vida em cima de um teste. O teste vocacional isolado é ultrapassado e não funciona.

O teste pode indicar interesses do estudante que ele mesmo muitas vezes já conhece ou tem noção, mas o teste vocacional não revela os motivadores inconscientes ocultos, as fantasias vocacionais. O teste vocacional é apenas um “auxiliar” limitado.

A escolha da profissão exige muito mais em termos de conhecimento pessoal. O teste vocacional por ser limitado, encobre a falta do auto-conhecimento da pessoa. Testes vocacionais da internet ou presenciais utilizados de forma isolada são questionários padronizados, muitos deles de procedência duvidosa. Os testes são formulados com perguntas e respostas; eles insinuam que deve haver uma harmonia perfeita entre pessoas e profissão – e ambas na verdade são dinâmicas, mutáveis.

GOSTAR DA PROFISSÃO OU EXECUTAR ALGO QUE SE FAZ BEM

Existe uma grande diferença entre conseguir realizar algo bem e gostar de fazer algo. É possível que você faça algo muito bem mas ainda assim não gosta de fazer isto. Como também é possível que goste muito de fazer uma coisa na qual seu desempenho deixa a desejar.

De toda forma, há muitos outros fatores que influenciam a escolha da profissão, gostar ou não de algo é apenas o 1º passo, devemos considerar toda a realidade do momento econômico e a cultura do local onde a pessoa esta inserida.

A partir dos dados do censo do IBGE de 2002 chegou-se a conclusão que 53% das pessoas realizam profissões diferentes daquelas de sua formação. Isso nos faz pensar que a maioria das pessoas não soube identificar exatamente qual seria o investimento em educação adequado a sua realidade.

De nada adianta a pessoa se encantar com uma determinada profissão, por exemplo, você descobre que sua vocação e sua habilidade estão completamente voltadas para ser um ótimo musico de orquestra. Você pode descobrir isto em um teste vocacional, mas o que só a orientação profissional lhe dirá é que vivemos em um país onde a realidade financeira para esta profissão é muito dura. Receber estas informações e se preparar para todo o tipo de obstáculos que encontrará faz parte do trabalho da orientação profissional.

O processo de orientação profissional também levará em consideração todos aspectos pessoais, familiares e sociais. Quais valores sua família e o meio onde você vive tem e como isso influenciará a escolha de sua carreira, de forma benéfica ou não.

Existem hoje mais de 200 cursos universitários, e sem o mínimo de informação de cada possibilidade o jovem acaba se limitando as profissões que já são de seu conhecimento, ou as profissões que já são realizadas por membros de sua família. A orientação profissional amplia o leque de boas possibilidades para que você não perca a chance de outro de se colocar adequadamente em sua vida profissional.