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Com projetos de extensão, Izabela Hendrix promove saúde e bem-estar em Belo Horizonte

por Raissa Melo Ferreira publicado 04/07/2017 18h21, última modificação 04/07/2017 18h21
Alunos atuam em hospitais, escolas e locais públicos para auxiliar a população
Com projetos de extensão, Izabela Hendrix promove saúde e bem-estar em Belo Horizonte

A missão do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix é que a geração de conhecimento não fique presa dentro dos muros da Instituição, mas que ultrapasse limites e chegue à população de Belo Horizonte. Isso se concretiza por meio de diversas ações realizadas pelos projetos de extensão que levam atendimento, orientação e informação aos moradores da cidade.

Os projetos Humanizabela, Saúde nas Escolas e Saúde Coletiva integram alunos dos cursos de Fisioterapia, Biomedicina, Fonoaudiologia, Ciências Biológicas, Educação Física e Enfermagem em ações que beneficiam a comunidade desde 2009. Trabalho fundamental para a população, que percebe melhorias na saúde, e para os alunos, que contam com aprendizado prático em atividades orientadas por professores.

 

Informação e orientação

O mais antigo deles, o Humanizabela, atua em diversas instituições, entre elas o Instituto Mário Penna, centro de atendimento oncológico do Sistema Único de Saúde (SUS). Os alunos participantes prestam acolhimento aos pacientes, orientando em relação aos processos de trabalho do serviço hospitalar, aumentando a satisfação das pessoas que utilizam o SUS.

Os estudantes contribuem com o trabalho da equipe multiprofissional e com pesquisas que visam à Humanização no recebimento dos usuários do SUS, oferecendo atendimento digno, solidário e acolhedor. Entre algumas das ações promovidas pelos alunos, estão as brincadeiras com crianças pacientes de câncer, encaminhamento das visitas, ginástica laboral com funcionários, entre outras.

O projeto Saúde Coletiva também atua com orientação, distribuindo folders de educação em saúde, realizando palestras e oficinas, assim como aferição de pressão arterial, dosagem de glicemia capilar e avaliação da circunferência abdominal. “Além de ser uma oportunidade de aprendizagem para a população, e de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, também é campo de aprendizagem para o discente, que tem a oportunidade ter o contato direto com a população e aprender com essa interação”, diz a professora Adriana Rodrigues Tristão, coordenadora do projeto.

Entre os destaques do Saúde Coletiva, estão as ações no INAPER (Instituto de Apoio e Orientação a Pessoas em Situação de Rua) em que os alunos entram em contato com essa população e desenvolvem ações específicas, os motivando a conhecer e refletir diferentes realidades de vida, auxiliando pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Aprendizado prático

Os projetos chegam ainda mais longe, estimulando a educação, o aprendizado e a saúde no ambiente escolar. Em parceria com o Saúde Coletiva, o Saúde nas Escolas realiza ações em escolas de ensino fundamental, médio e técnico, atendendo às demandas das instituições, participando de feiras, mostras de profissões e semanas comemorativas.

“O projeto possibilita aos alunos discutir relevantes temas em saúde para que, depois, sejam capazes de propagar as informações obtidas para as pessoas ao seu redor. Assim, esperamos que estes alunos sejam multiplicadores de conhecimentos acerca da prevenção, promoção e cuidados com a saúde”, explica Rafaela de Oliveira da Silva, coordenadora de Biomedicina e responsável pelo projeto.

Os alunos das escolas têm a oportunidade de conviver em um ambiente universitário, em contato com atividades novas e análises clínicas e os estudantes do Izabela “aprendem a transmitir informações, exercendo um papel de docentes durante as visitas, treinam a interação com o público e também consolidam o aprendizado em sala de aula. Dessa forma, o aluno entende o seu papel social e ético como profissional da saúde de instruir a população, difundindo boas práticas em saúde”, declara.

“O extensionista sai da sala de aula e vivencia a prática, aprende com ela, e com a interação com a comunidade, ao mesmo tempo em que desenvolve um espírito crítico, cidadão e promove um trabalho social. O discente passa ter consciência da importância do acolhimento, do atendimento humanizado, de ajudar a comunidade, e de compartilhar um pouco do aprendizado que a universidade lhe proporcionou”, completa a professora Adriana.

Depoimento

Arianne Vanessa Lopes Ferreira, de 26 anos, é aluna do 7º período de Fisioterapia e atuou durante dois anos no Humanizabela, em diversas atividades. A universitária conta que a experiência foi enriquecedora para seu crescimento profissional e pessoal. Confira seu depoimento:

"Aprendi que em nenhum momento o meu estresse e/ou problemas pessoais podem influenciar na minha forma de tratamento para com o outro, pois uma palavra dita errada e com grosseria a um paciente e/ou familiar, pode gerar impactos gigantescos no tratamento e, também, na vida deles. Aprendi que não existe humanização onde não há capacidade de falar e ouvir o outro e no Humanizabela exercemos todos os dias essa capacidade. Humanizar é a base para a realização de um atendimento de qualidade. Como profissional de saúde é imprescindível que saibamos teorias e técnicas, mas ainda assim, se não formos capazes de sermos humanos, não seremos nunca profissionais de excelência.

O Projeto me ensinou a ser mais humana, a ter compaixão e empatia pelo indivíduo que se apresenta a mim e, com isso, me deu um grande diferencial enquanto profissional, já que para o profissional da saúde, a capacidade de humanizar o atendimento é tão importante quanto o domínio teórico. Gosto muito de uma frase do Dr. Hunter Patch Adams que diz: 'Se você tratar uma doença, você ganha ou você perde. Se você tratar uma pessoa, eu garanto, você vai ganhar, não importa o resultado'."

Confira algumas fotos dos projetos abaixo: 

 

Projetos de Extensão de Saúde - Izabela Hendrix