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O povo brasileiro vai às praças e às ruas. Palavra da Aliança Cristã Evangélica Brasileira sobre a onda de manifestações que mobilizou o Brasil

por Instituto Metodista Izabela Hendrix — publicado 20/06/2013 05h00, última modificação 15/12/2015 16h17

O povo brasileiro vai às praças e às ruas – uma palavra evangélica


Estamos todos sob o impacto dos últimos acontecimentos em nossa nação. A presença do povo brasileiro nas ruas em escala de grandeza superlativa, sem dúvida alguma, traz a todos um sentimento de perplexidade e um chamado à reflexão.

A massa humana inconformada parece sinalizar a requisição categórica de um novo encaminhamento para as questões de políticas públicas no Brasil. Os avanços dos últimos anos não foram suficientes, até agora, para produzir um senso de protagonismo no povo brasileiro. Fica claro e evidente o descontentamento e o desejo por mudanças profundas e concretas.

Os atos pontuais de vandalismo praticados por uma ínfima parte dos presentes nesses ajuntamentos não parecem desqualificar o movimento; talvez ajudem, isso sim, a explicar as muitas contradições presentes na configuração social brasileira. Há que se manter um cuidado crítico em relação ao que se recebe por parte das mídias. Já é sabido por todos que as mesmas muitas vezes atendem a interesses que nem sempre são os da coletividade.

De uma forma geral, as manifestações têm assumido um tom pacífico e propositivo.

As pautas são diversas: Transporte público, Corrupção nos setores públicos, Saúde precarizada, Educação de baixa qualidade e Violência urbana, estão entre os temas mais presentes.

O tom apartidário do movimento aponta para uma crítica severa às instituições políticas e na direção de um maior controle social da governança pública.

A Aliança Cristã Evangélica Brasileira se manifesta favorável à utilização dos instrumentos democráticos como afirmação de uma espiritualidade cristã encarnada, que incida nas questões de ordem pública para o estabelecimento da justiça social, conforme já declarou no documento “Por uma Igreja Participativa e Cidadã”.

Outrossim, rejeitamos qualquer manifestação pessoal, pública ou institucional que se imponha pela violência ou por outro mecanismo que se identifique com a corrupção dos valores do reino de Deus para a vida em sociedade.

Assim sendo, conclamamos as igrejas brasileiras e de todo o mundo a unirem-se a nós em oração pela nossa nação.

Oramos pelas autoridades constituídas, para que tenham o bom senso e a coragem de apresentar respostas que sinalizem o início de diálogos na direção da garantia das demandas populares.

Oramos clamando para que a justiça e paz social, elementos constituintes do reino de Deus, predominem em cada pedaço de chão do nosso amado país.

Oramos pela dinâmica de amadurecimento de nossa democracia, trazendo a termo melhores dias para a nossa gente.

Oramos por nós mesmos, como igreja, para que sejamos sensíveis aos movimentos do Espírito Santo em meio aos processos conturbados, e façamos escolhas que reflitam a luz de Deus diante dos homens, através de testemunhos de boas obras e práticas da justiça.

Concluímos com as palavras do Pr. Carlos Queiroz, embaixador da Aliança Cristã Evangélica Brasileira:
“A justiça de Deus é bem maior que o conceito de justiça do ser humano. É baseada em valores como mansidão, sensibilidade, misericórdia e amor. Mas isso não quer dizer que a justiça de Deus é menor do que o mínimo exigido pela justiça humana, como o direito à habitação, alimentação, saúde, educação, lazer, liberdade de exercer a vocação humana.”


Brasil, 19 de junho de 2013

Aliança Cristã Evangélica Brasileira 


www.aliancaevangelica.org.br