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Diferenciais do Curso

O curso de Engenharia de Produção do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix pretende a formação integral de um profissional. Para
tanto, precisa articular os saberes produzidos aos saberes necessários para a formação de profissionais. É fundamental que este sujeito seja despertado para a importância do seu papel na manutenção ou transformação da ordem social vigente. Desta forma, é muito importante buscar a unidade dos saberes. Tratá-los de forma dual (científicos x senso comum, teóricos x práticos, racional x emocional) acaba por reforçar a dissociação, que fragiliza a formação.

Acreditamos que a função social da formação profissional está voltada também para responder as demandas da sociedade, sejam elas advindas das indústrias ou do setor de serviços. É importante que seja superada a ideia de que as teorias sejam possíveis só no contexto acadêmico, mas, e principalmente, que a ciência esteja a serviço do desenvolvimento social. A ciência precisa produzir um produto transferível, para que não fique reforçada na sociedade a ideia de que “na teoria é uma coisa e na prática é outra”, como se só existisse uma
teoria ou como se as práticas realizadas hoje não estivessem sustentadas na teoria. 

A formação integral do futuro engenheiro de produção requer a instauração de um habitus científico, de uma postura de desenvolvimento de conhecimento, de produção de métodos e metodologias, de técnicas capazes de tornar processos mais eficazes e eficientes. Esta postura amplia as chances de geração do novo, de respostas mais sintonizadas com a atualidade, respostas mais voltadas ao bem coletivo, onde processos produtivos sejam sustentáveis e práticas profissionais sejam pautadas por postura ética e responsabilidade social.

Estamos cientes da polissemia existente em torno da categoria competência na área da educação, mas queremos registrar que neste projeto a ideia sustenta-se na possibilidade de construir uma metodologia pedagógica onde se reconheça a competência como praxis, e não com uma visão mercadológica, que está a serviço da acumulação do capital e consequentemente da exclusão social. Trabalha-se aqui com a ideia de que é possível, através do processo de formação profissional, promover novas práticas capazes de romper com a racionalidade a serviço do capital, que coloca a ciência e a produção do conhecimento a serviço da geração e acumulação de capital, e instaurar uma postura de superação do interesse individual sobre o coletivo. Destaca-se a possibilidade de incidir, durante o processo de formação profissional, na formação de um sujeito capaz de construir relações pessoais e profissionais comprometidas com a materialização de novas formas de desenvolvimento social e econômico, que respeitem as necessidades coletivas em detrimento das individuais, possibilitando a geração de uma nova sociedade.

O projeto pedagógico pretende garantir que a graduação em Engenharia de Produção seja uma etapa inicial, a base do processo de educação continuada. Para tanto, propomos que a formação integral do sujeito profissional requer sustentação por uma diversidade de espaços complementares de formação, sejam estes representados pelas atividades complementares, sejam constituídos pela convivência interdisciplinar. 

O curso de Engenharia de Produção do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix foi idealizado tendo o paradigma da complexidade como norteador epistemológico. Isso reflete-se na lógica de organização da matriz curricular, que evita a linearidade, situação em que o conhecimento resultaria de uma sequência de disciplinas com conteúdos que dependiam necessariamente de uma disciplina anterior. Nossa proposta opta o quanto possível por uma lógica não linear, em que o processo de formação pode ser compreendido como uma
árvore, cujo tronco central está formado pelo núcleo básico e os galhos pelas disciplinas de conhecimentos específicos.

O núcleo básico é composto por disciplinas de fundamentação de base teórica. Considera-se aqui a ciência e, de fato, toda a civilização como atores de uma série de avanços incrementados, cada um, construindo sobre o que existia antes. Estar “sobre os ombros de gigantes”, tomando as palavras de Isaac Newton, é o que possibilita construir o novo. A base da formação do engenheiro, independente da sua habilitação, requer o desenvolvimento de uma base conceitual que irá proporcionar a ele a capacidade de solução de problemas tecnológicos não convencionais, respaldados em postulados científicos.

Compõe o núcleo básico, os conhecimentos da Matemática, Estatística, Física, Química, Economia, Programação, Desenho Técnico, Humanidades, Metodologia Científica e Tecnologia dos materiais, portanto, o presente Projeto Político Pedagógico vai de encontro às determinações da Resolução CNE/CES 11, de 11 de Março de 2002, na qual institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Engenharia de Produção. Entendemos serem estas linguagens de comunicação que devem ser dominadas pelos engenheiros de produção. Estes saberes aproximam a fundamentação científica com as tecnologias mais fundamentais da engenharia: o caminho do pensamento científico capaz de desenvolver inovações tecnológicas é o que atribui uma identidade ao profissional da engenharia, independentemente da sua especificidade, que é garantida através das habilitações.

Uma formação que não pretende ser linear requer que mesmo os espaços tradicionais do processo de formação sejam repensados. A sala de aula deve ser pensada como a menor unidade deste processo; ela deve ser reconhecida como o endereço, como o local de referência para um sujeito em formação. Este espaço deve ser ocupado por um conjunto de iguais; um local de onde todos irão partir; um local onde se reencontrarão em diferentes etapas da caminhada; um local onde a diversidade será reconhecida como potencialidade e as especificidades como complementares. A pesquisa, por sua vez, deverá orientar, instigar, despertar o espírito explorador da natureza humana; deve dar a direção e os instrumentos para a busca de conhecimentos e a produção do novo. Ela deve ser adotada como uma dimensão do processo de formação, um elemento imprescindível à formação que se pretende.

A articulação dos conhecimentos, ou a reconciliação destes, pode ser explicitada na prática de pesquisa. Diante do exposto, torna-se necessário ampliar os horizontes do saber, ou seja, os alunos não deverão aprender apenas a metodologia de pesquisa, é necessário que vivenciem o processo da pesquisa desde a exploração do tema até o produto final. Esta ideia de que a pesquisa é uma prática para poucos ou que existem os que pensam, pesquisam e produzem conhecimentos e os que executam, deve ser superada, pois pode ser mais um elemento de reforço da dissociação do conhecimento e da fragilidade da formação profissional.

Os laboratórios precisam ser espaços de convivência e de troca interdisciplinar, onde as diversas áreas do saber possam cooperar, onde aprendam a conviver de forma harmônica e solidária como cidadãos e onde aprendam a compartilhar as descobertas e comungar os sucessos e insucessos, onde reconheçam que as respostas e o conhecimento ora produzido são provisórios, onde a verdade não existe como absoluta, onde a teoria se materializa, onde enfim possamos nos reconhecer como iguais, seres da raça humana em constante evolução.

Se a sala de aula é a menor unidade neste processo, a maior certamente será o ciberespaço. O mundo globalizado materializou o espaço virtual. Virtual aqui está sendo entendido como tudo o que existe em potência; desta forma, com a existência da rede de comunicação mundial disponível e ao alcance de todos os estudantes do Centro Universitário, é possível explorar as possibilidades reais do espaço virtual. O ensino a distância não pode ser concebido como uma alternativa de baixo custo, mas é principalmente como uma nova forma de mediação dos processos educativos. Assim, na concepção deste projeto pedagógico, ele também está representado. As disciplinas em Ensino a Distância (EAD) oportunizarão aos estudantes a autonomia de escolhas de espaço e tempo para seus estudos, além de instaurar competências digitais e técnicas, bem como de comunicação e relação mediadas pela Internet.

O hipertexto será reconhecido como a forma oficial de comunicação. E não dará conta apenas da comunicação, mas constituirá a rede de significações; o hipertexto assumirá a forma de uma linguagem de comunicação que associa os mais diversos recursos baseados na computação, como imagem, som, simulação, possibilidades de realizar o “impossível’ em um ambiente controlado e observado.
O atual processo de internacionalização e globalização da economia afeta diretamente a maneira com que organizações se comportam, se planejam e agem, sempre com graus crescentes de competitividade.

Desta forma, a tríade: Inovação, Produtividade e Qualidade, tema constantemente tratado na formação do engenheiro de produção tornam-se neste momento uma necessidade fundamental para países e empresas de especialidades diversas. A palavra “necessidade” vem aqui trazer o significado de que o reconhecimento dos grandes blocos econômicos mundiais e conceitos como Manufatura de Classe Mundial ("World Class Manufacturing"), e Gestão da Qualidade Total ("Total Quality Management"), tornam-se fator de sobrevivência neste ambiente.

Adicionalmente, os recentes avanços tecnológicos têm convergido no sentido de permitirem níveis adequados de integração de sistemas, o que traz novamente a necessidade de profissionais com competência formada nos princípios da Engenharia de Produção. Tal contexto reflete as mudanças no conteúdo e nas habilidades requeridas dos novos profissionais, com habilidades empreendedoras, e daqueles que buscam atualizar-se.

desta forma acreditamos que os recursos tecnológicos atuais, associados a uma formação com forte base científica, com postura ética e ecológica de todos os agentes envolvidos na formação do engenheiro, em que os ambientes sejam socializadores e viabilizadores da descoberta do novo e da significação dos conhecimentos de cada indivíduo, possam garantir a formação do egresso com o perfil pretendido.