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Histórico

Da necessidade de gestão de processos industriais à nova dinâmica do século XXI
Estudantes de Engenharia de Produção terão capacidade de fazer uma análise crítica do histórico da profissão com intuito de transformar a sociedade atual

A Engenharia de Produção é inicialmente regulamentada dentro da modalidade de Engenharia Industrial. No Brasil ela surge com a necessidade de se desenvolver a gestão dos processos produtivos industriais, num período em que as modalidades de engenharia de concepção ainda estavam restritas a poucas escolas de engenharia espalhadas pelo país. Teve seu forte reconhecimento e desenvolvimento desencadeado no governo de Juscelino Kubitscheck, com o desenvolvimento industrial brasileiro. Mas foi na década de 1970 que a Engenharia de Produção torna-se uma modalidade de engenharia independente da Engenharia Mecânica, com o desenvolvimento de métodos de gestão e concepção de processos aplicáveis também a outros processos produtivos, e não diretamente vinculados à indústria metal-mecânica. Este histórico é fundamentado na publicação das leis e resoluções descritas a seguir.

Em 24 de dezembro de 1966 é publicada a Lei Federal n° 5.194, que regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo, sem distinção de modalidades específicas.

Em 1973 o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA, através da Resolução n° 218, de 29 de junho de 1973, discrimina as atividades das diferentes modalidades profissionais da engenharia, arquitetura e agronomia. Nesta resolução o CONFEA ainda não adota a denominação de Engenheiro de Produção para os profissionais que atuam diretamente nos processos produtivos, mas os denomina como Engenheiros Industriais, nas modalidades Mecânica, Metalurgia e Química.

Em 1975, o CONFEA, através da resolução Nº 232, de 18 de setembro de 1975, que dispõe sobre a composição dos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, agrupa as diferentes habilitações da engenharia em 3 categorias, quais sejam:

a) GRUPO OU CATEGORIA DA ENGENHARIA:

I- Modalidade Civil - Engenheiros: Agrimensores, Cartógrafos, de Geodésia e Topografia, Geógrafos, Civis, de Fortificações e Construção, Geólogos e Sanitaristas.

II- Modalidade Eletricista - Engenheiros: Eletricistas, Eletrotécnicos, Eletrônicos e de Comunicações.

III- Modalidade Industrial - Engenheiros: Aeronáuticos, Mecânicos, de Automóveis, de Armamento, Industriais, Metalurgistas, de Minas, Navais, de Petróleo, Químicos, Tecnólogos de Alimentos e Têxteis.

Ainda no ano de 1975, na resolução Nº 235, de 09 de outubro de 1975, o CONFEA discrimina as atividades profissionais do Engenheiro de Produção, criando oficialmente esta denominação, e associando-a à modalidade industrial referida na resolução CONFEA Nº 232. A partir desta data se consolidou a denominação de Engenharia de Produção, com a criação de cursos de graduação já com esta denominação.

Em 1977, o Conselho Federal de Ensino, através da Resolução n° 10/77, de 16 de maio de 1977, regulou o currículo mínimo da habilitação em Engenharia de Produção.

Em 1983, o CONFEA, através da resolução nº 288, de 07 de dezembro de 1983, determina que os egressos de cursos de Engenharia de Produção que tinham por base os currículos das áreas Civil, Mecânica, Elétrica, Metalurgia, de Minas e de Química, passam a receber a denominação e as atribuições de Engenheiro Civil, Engenheiro Mecânico, Engenheiro Eletricista, Engenheiro Metalúrgico, Engenheiro de Minas e Engenheiro Químico, respectivamente, atribuindo o título de Engenheiro de Produção somente aos egressos de cursos de Engenharia de Produção que não estavam vinculados diretamente a outra modalidade de engenharia.

Em 2002 o Conselho Nacional de Educação revoga a resolução n° 10/77, passando a vigorar a resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002, que institui diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em engenharia, independente da modalidade.

No Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, as conversas se iniciaram no início de 2007, momento em que as mudanças sócio-econômicas no país e no estado indicavam claramente novos rumos e objetivos para uma nova geração de profissionais. O desejo por uma maior contribuição no cenário do ensino tecnológico fundiu-se então com o esforço de engenheiros e outros profissionais atuantes na instituição, além outros engenheiros atuantes no mercado de trabalho e acadêmicos para as primeiras discussões em torno da necessidade de implementação de cursos na área de engenharia, conforme as especialidades identificadas. Nasce então a proposta para o curso de Engenharia de Produção como resultado da convergência deste trabalho vindo, em última análise, ajudar a compor um quadro mais amplo, em que se almeja também novos horizontes para o desenvolvimento integrado com outras áreas do conhecimento e formações disponíveis na instituição dentro de uma proposta de ensino moderna e coerente com o presente e futuro da sociedade mineira.