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Curso de Ciências Biológicas realiza discussão sobre combate ao tráfico de animais silvestres

Curso de Ciências Biológicas realiza discussão sobre combate ao tráfico de animais silvestres

Depois de abordar os conflitos entre animais silvestres e seres humanos no primeiro do curso “Animais Silvestres e a Relação com os Humanos”, a graduação em Ciências Biológicas do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, realizou no dia 21 de março, a discussão sobre a participação de ONGs e profissionais da área ambiental no combate ao tráfico e posse ilegal de animais silvestres. O evento foi promovido em parceria com o Instituto de Pesquisa e Conservação WAITA.

A coordenadora de Educação Ambiental do Instituto de Pesquisa e Conservação WAITA, Júlia Nunes, ressaltou a importância de abordar esses temas. “Minas Gerais tem três biomas: Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado. Essa biodiversidade traz muita riqueza, mas é também um atrativo para o aumento do tráfico. No Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Belo Horizonte, por exemplo, a gente recebe mais de dois mil animais, então precisamos entender que a educação ambiental é um instrumento importante para conscientizar as pessoas para que elas não tenham em cativeiro animais que deveriam ter vida livre”, comentou.

Segundo o palestrante pesquisador do WAITA, Jeferson Silva, discutir assuntos como esses com futuros profissionais da biologia é indispensável. “Os estudantes serão os futuros palestrantes e difusores das informações e, consequentemente, responsáveis pela conscientização da sociedade. Cultura se muda através da educação. O aluno que se formar como bacharel também tem sua importância na atuação do campo seja no reconhecimento, no estudo de ecossistemas, readaptação de animais e outros. A educação ambiental é de muita importância porque lidamos com compradores que são os principais responsáveis dessa cadeia de tráfico”, falou.

WAITA
O Waita é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 2010, por profissionais que almejam melhorar o estado de conservação da biodiversidade brasileira. Biólogos, médicos veterinários, estudantes e voluntários de diversas áreas executam projetos de pesquisa e ações direcionadas, principalmente, para a conservação de espécies vítima do tráfico de animais silvestres. O Instituto executa, em parceria com os órgãos ambientais de Minas Gerais, IBAMA/MG e o Instituto Estadual de Florestas – IEF, o árduo trabalho de devolver à natureza milhares de animais silvestres vítimas do tráfico.